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Portanto, é observado que as pessoas consultam ao mesmo tempo médicos, nutricionistas, psicólogos, fazem Yoga, meditação e se preocupam em fazer algum tipo de atividade física.
Ainda é utilizado pela maior parte das instituições um modelo biomédico tradicional em que o paciente se sente doente e procura um médico. Este profissional pede exames, diagnostica a doença e indica a melhor medicação. O paciente pode evoluir para a cura ou morte, ou ainda não obter resultado algum. Esse modelo está cada vez mais obsoleto e ineficaz. E foi dessa insatisfação que uma maior conscientização nasceu sobre se perceber como um Ser integral e não em partes, impulsionando o movimento holístico, hoje entendido como uma Política Pública de Práticas Integrativas e Complementares (desde 2006).
O Terapeuta de Práticas Integrativas e Complementares é um profissional que geralmente se qualifica em mais de três terapias alternativas, como por exemplo, Florais, Cromoterapia, Aromaterapia e assim por diante. A prática no consultório desses profissionais é utilizar um conjunto de terapias integradas e combinadas entre si para o interagente (paciente) e com isso obter um resultado mais eficaz e rápido para a queixa apresentada.
A combinação de técnicas, as expertises do profissional e um olhar competente do terapeuta são os diferenciais que fazem com que a pessoa procure este tipo de serviço na área da saúde, pois o paciente se sente acolhido, ouvido, entendido, seguro e esperançoso com possíveis resoluções ou melhoras de suas queixas. Normalmente o interagente sai de uma sessão assim, sentindo-se renovado e estimulado a voltar e continuar o tratamento.
Essa é uma área que ainda requer estudos científicos aprofundados, mas que podemos observar um enorme número de pessoas relatando satisfação e alcançando seus objetivos de saúde integral. Além disso, é importante ressaltar que instituições educacionais renomadas em nosso país, como USP- São Paulo e Anhembi Morumbi, entre outras, investem em seus núcleos de PICs, na produção de artigos científicos nesta área e na qualificação de profissionais com Pós graduações, Mestrados e Doutorados, em Florais, Cromoterapia, Aromaterapia, Musicoterapia entre outros.
Isso revela uma face dessas práticas, em que não há divulgações para o público em geral, mas uma força competente e compromissada com a ciência para elevar essas práticas aos níveis que elas merecem.
Vale ressaltar que todos esses tratamentos e técnicas podem e devem ser combinados com tratamentos médicos convencionais. É a disponibilidade do paciente que deve determinar o conjunto que ele deseja, uma vez que a maioria das práticas e técnicas não têm efeitos colaterais de larga escala e devem estar sob a responsabilidade de profissionais qualificados para tal, observando-se requisitos de segurança e eficácia necessários.
Há ainda um bloqueio em comunicar ao médico que ele (paciente) faz uso de florais por exemplo. Isso acontece por medo de ser criticado e até destratado, e também por estar diante de um profissional, muitas vezes mal informado ou sem informação alguma.
Autor
Carmem Zanusso