Dança Circular – a magia e o encantamento dos movimentos circulares

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Redação Soham

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Dança Circular – a magia e o encantamento dos movimentos circulares

A dança é a prática mais antiga e importante das civilizações. Ao ser praticada em círculos, integra a comunidade e proporciona benefícios incríveis para o nosso bem-estar. Conheça agora a Dança Circular!

O movimento dos planetas ao redor do sol, a própria rotação da Terra, o movimento das galáxias, o ciclo das estações e das horas do dia, o enlaço para o acasalamento entre os animais, entre tantos outros simples atos realizados diariamente nos demonstram que estamos em constante processo de movimento e de rotação, sempre seguindo um ritmo que nos guia para tudo.

Desde os primórdios da espécie humana, a dança é um dos maiores e mais importantes símbolos do cotidiano, representando a sobrevivência, a caça, a reprodução, a natureza e tudo que nos rodeia. É uma forma de expressão praticada pela maioria dos povos, independentemente da cultura, raça ou religião.

Cada povo, ao seu modo, pratica a dança de maneira constante em seus rituais mais importantes, como casamentos, plantio, colheita, ritos de passagem, nascimentos, mortes, mudanças de estações e tudo que merece ser celebrado ou pedido.

De acordo com registros antigos conhecidos dos períodos mesolítico e paleolítico, a dança era muito presente na rotina dos povos e estava sempre relacionada a um ato cerimonial cujos os dançarinos eram levados a um estado anormal de seu ser. O uso de máscaras de animais fazia parte do rito, pois geralmente representava a força e a luta pela sobrevivência entre os animais da floresta.

Com a evolução da humanidade e a maior organização desta em grupos e comunidades unificadas, principalmente a partir do período mesolítico, outro componente passou a fazer parte do cotidiano: os círculos.

A comunidade se reunia em círculos para tomada de decisões, para partilhar a comida e para festejar. Por conta disso, o círculo tornou-se um símbolo universal, pois representava o espaço da comunidade para celebrar rituais de passagem como nascimento, casamento, morte e outros momentos importantes da vida humana. Geralmente, tendo como centro o fogo ou objetos sagrados, como talismãs e flores.

A dança circular surge nesse cenário coletivo a fim de aproximar ainda mais os grupos e fazer fluir o sentimento de cooperação e comunidade. Trata-se de uma verdadeira dinâmica de grupo, na qual ocorre uma empolgação e um ritmo recíproco, em que os membros deixam de lado naquele instante pelo menos uma parte de sua identidade pessoal em proveito da identidade de grupo.

Com o passar do tempo, a dança circular passou a ganhar identidade entre os povos, inserindo elementos e funções diferenciadas. Por conta disso, a dança circular sagrada ou também chamada de dança de roda, passou a reunir vários tipos de danças tradicionais folclóricas de diferentes locais do planeta.

Apesar de sua evolução entre os povos e personalização, os movimentos das Danças Circulares Sagradas sempre tem o objetivo de resgatar o espírito lúdico e de socialização entre a comunidade, com um olhar voltado para a afetividade, inclusão, valores humanos e o respeito pela diversidade.

Quando inseridas no universo místico-religioso, as danças circulares estão relacionadas ao conceito de “energia”, já que acredita-se que a roda seja capaz de fazer circular uma energia muito boa e que faz vibrar energias positivas. Muitos creem que essa dança carrega até mesmo altos poderes curativos para a tríade – corpo, mente e emoções. A tradição celta diz que Deus é movimento e que, quando estamos juntos, o mal não entra.

A influência de Bernhard Wosien

Quando falamos sobre danças circulares não podemos deixar de citar o bailarino, professor de dança clássica e pedagogo da dança, Bernhard Wosien. Ele dedicou muitos anos de sua vida a coletar danças étnicas, percorrendo o mundo recolhendo e resgatando as danças de diferentes povos. Em sua expedição percebeu que dançar em círculo é de fato mágico e proporciona ao ser humano um encontro com a alma, além de movimentar campos energéticos. Ele acreditava que as danças circulares eram como meditações ativas que podiam ser executadas por qualquer pessoa.

Em 1976, já com 60 anos de idade, ele levou uma coletânea de danças folclóricas colhidas durante os seus anos de estudos para a Comunidade de Findhorn, na Escócia, “batizada” posteriormente de Danças Circulares Sagradas. Essas danças traziam a simbologia sagrada de cada povo e suas tradições, resgatando muito mais do que simples passos. Nessas rodas, ele e a comunidade puderam vivenciar a alegria, a amizade e o amor.

E engana-se quem pensa que as danças circulares ficaram no passado. De 1976 para os dias de hoje, centenas de danças foram incorporadas ao conjunto do que passou a se chamar “Danças Circulares Sagradas”, espalhando-se ao redor do mundo.

No Brasil, as Danças Circulares ganharam mais notoriedade a partir de 1984 por iniciativa de Carlos Solano, que passou seis meses na Comunidade de Findhorn e trouxe a cultura da dança em círculo para o país.

Como funcionam

Essas danças são praticadas em grupos, que seguem uma coreografia marcada por passos simples e conectados entre si. Através da dança, que pode ser praticada em qualquer lugar, os participantes fazem circular uma energia poderosa e harmônica, promovendo o bem-estar entre todos. No círculo não existe hierarquia,ou seja, alguém que comande ou se destaque na dança. Todos são estimulados a cooperar para que a dança seja benéfica para cada participante.

O objetivo das danças circulares é ampliar o nosso autoconhecimento, a fim de proporcionar um bem-estar físico, emocional, mental, espiritual e social. Ao trabalharmos o nosso próprio eu superior, conseguimos transcender essa evolução para os demais integrantes do círculo, gerando uma corrente de energias e fluídos positivos. É também muito benéfico por nos dar a oportunidade de expressar nossas angústias, medos e traumas, elevando assim o nosso ser. 

Pessoas de todas as idades podem participar de uma roda de dança circular, sempre com o mesmo intuito de trabalhar a socialização, a integridade, a cooperação, resgatar os valores humanos e promover a troca saudável entre os integrantes!

E aí, gostou de conhecer um pouco mais sobre as danças circulares? Fique de olho em mais curiosidades culturais em nosso site!

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Redação Soham

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