Guilherme Rossini
Médico generalista, pesquisador e estudante de doutorado.
Para me apresentar e narrar a minha história com o SOHAM, um movimento na área da saúde, preciso deixar claro que a medicina, considerada por muitos um sacerdócio, não foi a minha escolha inicial e nem era um sonho de criança. Mesmo com avô, tio e pai médicos só́ resolvi fazer medicina na época do cursinho. Na faculdade me encantei e mergulhei de cabeça no aprendizado da profissão: acompanhava os médicos em plantões, fiz iniciação cientifica, apresentei trabalhos em congressos, ensinava os mais novos nas monitorias, participava de ligas acadêmicas e até tranquei a faculdade para realizar um intercâmbio científico na cidade de Boston, EUA em que trabalhei no laboratório de cirurgia robótica do Childrens Hospital vinculado a Universidade de Harvard. Depois de ter entrado na faculdade, essa foi a primeira vez que sai da zona de conforto, pois aprendi vivenciando na prática como o conhecimento médico é construído e sim, existem pontos de vista.
Questionamentos antigos reapareceram, questionamentos como ‘qual a relação do estresse com a atividade de doenças autoimunes?’ ‘E as outras doenças?’ ‘Existem doenças que são realmente de causas “idiopáticas”?’ Ou ‘será́ que não estamos procurando no lugar certo?’ Me abri para o conhecimento além do ensinado pelos meus professores e ótimos mestres da faculdade, e que me inspiram até hoje. Os caminhos se abriram naturalmente através de nomes de personagens da história que teorizaram qualidades de uma energia relacionada a vida, uma energia vital como a energia ‘Orgone’, descrita por Wilhelm Reich (1897-1957). Do outro lado do mundo, também existe uma “energia vital” conhecida como “Prana”, na Ayurveda esse conceito é uma das bases do conhecimento das escolas de medicina em que, assim como no Brasil, anos de estudos são necessários para você̂ se tornar médico. Ainda no oriente, existe uma energia vital chamada “Chi”, na Medicina Tradicional Chinesa, que desenvolve toda uma corrente de pensamento em função do movimento e equilíbrio desta energia. Ora, seriam apenas nomes e símbolos que buscam representar a mesma coisa? Os diálogos não pararam por aí, e assim como um caminho da consciência fui conhecendo novos mestres com novos termos e explicações.
Foi nesse processo que conheci a Termografia Médica e como o infravermelho pode representar qualidades dessa energia; o inconsciente e o consciente; a relação do sistema nervoso autônomo com o metabolismo energético; a metabolomica o microbioma e as escolhas alimentares; a Medicina Antroposófica e a Germanica Heilkunde; assim como mais um monte de Práticas Integrativas e Complementares (um conjunto de técnicas e terapias reconhecidas pelo Ministério da Saúde do Brasil) que podem compor o arsenal terapêutico de tratamentos para prevenir e promover a saúde dos pacientes, atuando em esferas e dimensões diferentes de um todo que é o indivíduo. Hoje em dia eu posso dizer que, na verdade, eu fui escolhido pela medicina e sou extremamente grato por ela ter me escolhido e dado a oportunidade de aprender e desaprender, me reconhecer, desconhecer e reinventar dentro das infinitas possibilidades na complexidade do Ser Humano.
Fico feliz que você̂ tenha me encontrado através desta plataforma educativa, em que irei me dedicar a compartilhar conhecimento que considero importantes ferramentas para o equilíbrio e bem estar biológico, psicológico (mental e emocional), social e espiritual.
Segue um resumo da minha história acadêmica:
2007-2013 Faculdade de Medicina Universidade Nove de Julho Turma 5 2011-12 – Research Rotation in Pediatric Urology and Pediatric Robotic Surgery Childrens Hospital Boston – Harvard Medical School USA;
2014 – Masters Intensive. Cousens’ School of Holistic Wellness – USA;
2017 inicio doutorado no Instituto Butantã / FMUSP, desenvolvendo o tema ‘Metabolismo de Tumores’;
2019 – Curso Básico de Medicina Antroposófica Turma 18;
Certificate of Membership, Brasil-American Academy of Integrative & Regenerative Medicine;
Certificate of Merit, Premier Research Labs.