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Você dá a devida importância e atenção para a sua comida? Vem refletir sobre isso nesse texto e conhecer mais sobre o movimento slow food!
Nos dias de hoje comer bem tem se tornado um desafio para muitas pessoas, principalmente para aquelas que vivem um cotidiano turbulento, repleto de afazeres e em cuja rotina não sobra tempo sequer para se alimentar corretamente.
Tornou-se comum os trabalhadores de escritórios, por exemplo, almoçarem em frente ao computador para conseguir terminar aquela tarefa “inadiável”. Mas, será que esses hábitos fazem bem para a nossa saúde como um todo? Será que o alimento que consumimos dessa maneira torpe proporciona o mesmo efeito positivo em nós?
Podemos garantir que não ao compreender o movimento ‘slow food’, que tem como filosofia a alimentação consciente, que prima pela qualidade dos alimentos e a promoção da nossa conexão com o alimento. Slow food quer dizer “comer devagar”, o que define muito bem os preceitos desse movimento.
O alimento precisa ser apreciado desde o seu preparo até o momento em que está sendo consumido. É necessário comer lentamente para sentir todos os sabores, as texturas e se conectar com o alimento verdadeiramente.
Precisamos enxergar a alimentação como um ato divino e prazeroso, e não somente como uma necessidade fisiológica. Por isso, reservar um tempo para alimentar-se em seu dia é essencial para estabelecer essa conexão com a comida e, assim, absorver ao máximo todos os seus nutrientes.
O jornalista italiano Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food, acredita que ao estabelecer esse contato mais intimista com o alimento, podemos tornar o nosso cotidiano mais prazeroso. Consequentemente, o nosso bem-estar é aprimorado e tudo flui com mais leveza.
O movimento é baseado em três princípios: bom, limpo e justo. O bom está relacionado à qualidade do alimento, que precisa ser, além de saudável, saboroso. O limpo vai além de preparar a comida com higiene, mas também uma produção que não provoque danos ao meio ambiente. Já o justo está relacionado a não cobrar valores exagerados dos produtos, mas sim o justo para valorizar o trabalho de quem esteve envolvido na produção. A ideia é que o alimento seja acessível para os consumidores.
O conceito de sustentabilidade também é muito valorizado no slow food, pregando o não desperdício dos alimentos e a valorização dos mesmos. Formas de produção mais saudáveis e que agridem menos o meio ambiente são prioritárias, como é o caso dos orgânicos, que não utilizam ativos químicos nem defensivos agrícolas no seu cultivo.
Como surgiu
Petrini idealizou o conceito na década de 80 através de uma campanha contra uma rede de fast-food, a fim de protestar contra os alimentos industrializados e padronizados que são pobres em nutrientes e nos fazem mais mal do que bem.
Ele queria valorizar o alimento saudável, que passa por um processo de plantio, manutenção e colheita por parte dos produtores rurais – profissionais que precisam ser mais valorizados por nós.
Por isso, é correto afirmar que o Slow Food surgiu como um contraponto ao fast food, tanto em relação à qualidade da comida como na velocidade em que nos alimentamos.
O significado de fast food já denuncia seus métodos “comida rápida”, ou seja, toda produção, o ambiente e até mesmo as cores dos restaurantes são pensadas para um consumo rápido e uma rotatividade maior de clientes. Com isso, além dos alimentos industrializados e processados, a rapidez do consumo vai na contramão do que pregava Petrini.
Além disso, o movimento reforça a relação que o alimento tem com as culturas, tradições locais, política e com todo o planeta. Não são apenas alimentos, mas o reflexo de tudo o que está ao nosso redor e compõem nossa identidade.
O site oficial do movimento no Brasil explica: “Em mais de duas décadas de história, o movimento se expandiu para incluir uma aproximação compreensiva da comida, que reconhece a forte conexão entre prato, planeta, pessoa, política e cultura”.
Essa relação entre a nossa identidade e o espaço que ocupamos tem tudo a ver com o que comemos e isso também é reforçado na página do movimento. “Quem somos e onde estamos define muito do que comemos, da nossa identidade e da realidade do território a que pertencemos. O que comemos reflete os recursos que temos disponíveis em nosso entorno, nutre física e emocionalmente, permeado pela memória afetiva e pelo prazer”.
É importante esclarecer que o Slow Food não é um movimento voltado para as tendências veganas ou vegetarianas. Ele defende, sim, uma alimentação saudável, mas sem restrições ou imposições. É preciso alimentar-se de forma consciente acima de tudo.
Autor
Redação Soham