Dia Mundial da Água – nosso bem maior precisa ser preservado

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Redação Soham

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Dia Mundial da Água – nosso bem maior precisa ser preservado

A maioria de nós sabe que a água é um dos recursos mais importantes para a nossa sobrevivência. O seu uso exacerbado e descontrolado pode gerar sérios problemas ao planeta e aos seres humanos. É justamente essa conscientização que o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março, busca despertar na população.

A vida em nosso planeta só é possível graças a esse recurso que temos em abundância – 71% da superfície terrestre é coberta por água. Entretanto, nem todo esse volume é doce e próprio para o nosso consumo. Os menos de 3% de água doce disponível estão distribuídos, em sua maioria, na forma de geleiras e calotas polares, sendo que somente 29,7% estão em aquíferos (como os rios e lagos). O restante encontra-se no subterrâneo, nas nuvens e vapores d’água.

A preocupação com o tema não é de hoje. Desde a década de 1970, a escassez e a exploração inadequada das reservas de água são discutidos ao redor do mundo. Autoridades e estudiosos alertam sobre os riscos de uma escassez nos anos que estão por vir, e tentam a todo custo conscientizar a população, as empresas e indústrias sobre esse cenário.

No ano de 1990, a crescente privatização e mercantilização dos recursos hídricos só fez aumentar essa pauta, levando a ONU (Organização das Nações Unidas) a criar o Dia Mundial da Água em 1993. O intuito da data comemorada hoje é conscientizar a população e as instituições financeiras e políticas sobre a importância inestimável da preservação desse recurso, e abrir os olhos para os problemas que enfrentamos nesse sentido.

A cada ano, a ONU celebra o Dia Mundial da Água com uma temática diferente, sempre de acordo com os problemas relacionados ao consumo de água no mundo. Temas como Mulheres e Água, Água limpa para um mundo saudável, Água para cidades: respondendo ao desafio urbano, entre outros, já fizeram parte do calendário. Em 2020 o tema escolhido foi “Água e mudanças climáticas”.

Em 1992, a ONU também redigiu e divulgou a Declaração Universal dos Direitos da Água, com o intuito de promover o debate e o compartilhamento de ideias sobre a escassez da água em nosso planeta. O documento apresenta uma série de pontos importantes sobre o tema, dando destaque para o Artigo 4:

“O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.”

Os dados reforçam a preocupação

E os estudos mostram que esse alerta anual é cada vez mais necessário. Ao todo, 29 países já se encontram com escassez de água consumível, como o Oriente Médio, África, China e Índia. E as previsões não são nada animadoras, segundo a ONU: se as políticas públicas e as ações da população não mudarem, dois terços da humanidade terão restrição de água em 2025 e 50 países passarão por crise no abastecimento até 2050.

A ONU também alerta para a desigualdade social, fator que agrava ainda mais a escassez de água para povos carentes, e que controlar o uso da água tornou-se um sinônimo de poder. Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável e 43% não têm acesso aos serviços de saneamento básico. Consequentemente, milhões de pessoas morrem por ano em decorrência de doenças transmitidas pela água.

Enquanto os países do Continente Africano são os que mais sofrem com as consequências dessa escassez, países como os Estados Unidos consomem o recurso potável em abundância e desperdício. Estima-se que um cidadão do país chegue a gastar cerca de dois mil litros de água por dia.

Além disso, a demanda mundial por água para o consumo de grãos e alimentos diversos que precisam de água para serem produzidos, acaba gerando um consumo ainda mais excessivo do recurso por parte das indústrias.

Por isso, é de suma importância que os governos dos países, principalmente os mais afetados com a essa carência, adotem medidas emergenciais para elevar a produtividade hídrica e conscientizar a população sobre o uso correto da água. 

Em pouco tempo, a falta de água pode se transformar em falta de alimentos.

Preserve, seja consciente já!

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Redação Soham

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