Saiba mais sobre jejum e seus benefícios

Autor

Fran Cruz

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Saiba mais sobre jejum e seus benefícios

O jejum é uma técnica de cura milenar aplicada nos dias de hoje como uma técnica terapêutica, que muito beneficia nosso corpo e mente quando realizado de maneira correta.

Na prática, não existe um consenso sobre o que é o jejum, nem para a ciência, nem para os praticantes, mas é caracterizado pela abstinência de alimentos e de calorias por um determinado período.

Diferentemente do senso comum, jejuar não é fazer uma dieta de um só alimento (jejum de sopa, jejum de água de coco, entre outros) e nem ingerindo apenas suco, como o verde por exemplo. Para essas práticas chamamos de monodieta, e para os sucos de sucoterapia.


Histórico

O jejum é originalmente vinculado à religião. Católicos e cristãos que seguem a bíblia costumam realizar o jejum, sendo esta prática reconhecida por grandes nomes da medicina e das ciências como Pitágoras, que acreditava que o jejum facilitava os processos mentais.

Um ditado chinês antigo confirmava que a prática era comum e benéfica para os sábios: “Se quiser viver mais, coma a metade, ande o dobro e ria o triplo”.

O próprio modo de vida dos antigos forçava a prática do jejum. Era comum haver períodos de fome, principalmente durante a troca de estações, quando a reserva de alimentos acabava. Era preciso caçar e ir atrás do alimento, e o jejum acabava sendo uma rotina.

No período pós-guerra, com o surgimento da ciência da nutrição e o avanço da tecnologia para a produção de alimentos em larga escala, mudou-se o cenário da alimentação no mundo. Hoje em dia temos abundância e fácil acesso a diversos alimentos, inclusive os industrializados e repletos de agrotóxicos.

Consequentemente, problemas de saúde passaram a ser comuns como a obesidade, doenças neurodegenerativas, cardiovasculares, diabetes, entre outras.


Estudo científico sobre o jejum

A ciência tem estudado o jejum e seus benefícios há muitos anos. Mais recentemente, o biólogo japonês Yoshinori Ohsumi, ganhador do prêmio Nobel de medicina em 2016, conseguiu, pesquisando leveduras, identificar um gene que pratica autofagia durante o jejum. Autofagia significa uma limpeza da própria célula sob suas membranas. Ou seja, durante a escassez de alimentos, a célula consegue recuperar organelas danificadas para usá-las como fonte de energia, o que representa uma verdadeira faxina do organismo, retirando toxinas e células que poderiam ser precursoras de doenças como câncer, Alzheimer, Parkinson, entre outras.

A ciência traçou um paralelo com as células humanas e constatou que esse fenômeno pode acontecer nas células a partir de um evento de estresse, como o ato de ficar sem comer, que gera um estresse celular.


Benefícios

Os estudiosos vem analisando há um bom tempo a chamada “dieta 0”, em que ocorre a diminuição brutal do consumo de calorias entre 30 e 60%. Uma gama de testes sobre seus efeitos já foi colocada em prática em ratos e humanos, e a conclusão é que sua prática pode aumentar a longevidade e a qualidade de vida.

Dentre os principais benefícios, destaco:

• Diminui o risco de infarto,
• Reduz as chances de AVC isquêmico e hemorrágico;
• Previne a trombose;
• Melhora do sistema imunológico;
• Aumenta os níveis de hormônio de crescimento;
• Melhora o rendimento físico;
• Reduz a pressão arterial;
• Melhora a resistência periférica à insulina;
• Protege o cérebro de doenças neurodegenerativas.


Os jejuns mais comuns e recomendados

O jejum mais praticado hoje em dia é o chamado jejum intermitente. Eles são curtos e têm entre 24 e 72h de duração.

Muitas pessoas acabam fazendo o jejum por conta própria e de maneira errada, pulando refeições e compensando o exagero do domingo com o jejum na segunda-feira. O mais recomendado é cancelar o jantar, por exemplo, e ficar sem comer até o outro dia.

Obviamente, a prescrição correta vai depender da massa muscular e do histórico do paciente, mas os benefícios geralmente são notáveis, como a diminuição da massa gorda, aumento da massa muscular, um perfil lipídico mais saudável, entre outros.

Outro jejum muito recomendado por mim e por outros especialistas é o consciente. Trata-se de uma oportunidade de limpeza física, emocional, energética e mental. É uma espécie de reciclagem e reforma íntima por meio da abstinência alimentar. Ele pode ter duração variada, mas geralmente acontece em um período mais longo, de 20 a 30 dias.

A recomendação é realizar esse tipo de jejum em um momento de descanso ou férias e, de preferência, em contato com a natureza. Assim, seu corpo pode eliminar a maior parte das doenças, inclusive as doenças genéticas que ainda não se manifestaram.

A maioria das pessoas pode jejuar. Apenas grávidas, mulheres em período de amamentação e quem tem alguma doença terminal não devem praticar o jejum, nem mesmo o intermitente.

Minha mensagem final é que as pessoas busquem o jejum como forma de melhorar sua saúde e não por estética. Antes de iniciar esse processo, se informe e procure um profissional especializado para orientação!

Autor

Fran Cruz

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