Terapias Integrativas e Complementares ou Terapias Alternativas – Conheça as diferenças

Autor

Clelia Queiroz Gadelha

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Terapias Integrativas e Complementares ou Terapias Alternativas – Conheça as diferenças

No passado, quando se fazia referência às abordagens de cuidado à saúde diferentes da medicina tradicional, falava-se em terapias alternativas.

Hoje, essas práticas e técnicas são chamadas de complementares e integrativas. A mudança não é apenas semântica, mas sintetiza um novo olhar sobre o tratamento de doenças e promoção da saúde.

A expressão ‘alternativa’ está sendo abandonada porque sugere que o tratamento médico seja substituído por um outro tipo de cuidado. Ela pressupõe um outro caminho e nos leva a pensar num hábito que pautou a vida de muita gente nas últimas décadas: procurar uma alternativa quando a medicina tradicional parecia não resolver o problema. Ou pior: seguir um caminho alternativo sem antes ouvir a opinião de um médico ou outro profissional da saúde.

Quem já não ouviu falar de alguém que, no lugar de procurar o médico, resolveu tratar seu problema de saúde exclusivamente com vitaminas ou curandeiros indicados por alguém conhecido, sem qualquer comprovação científica? Aliás, em tempos de fake news, não há semana em que não recebemos, por meio de aplicativos de mensagem ou redes sociais, informações sobre uma solução milagrosa para Covid-19, algum tipo de câncer, imunidade baixa, etc.

Os estudos mais modernos demonstram que a ideia de alternar tipos de cuidado está equivocada. O mais eficiente, segundo as pesquisas, é integrar os tratamentos de saúde tradicionais a uma série de práticas e técnicas de cuidado que consideram o indivíduo como um todo – como prega o Método da Tríade da Auto Cura (TAC), cujo objetivo é o equilíbrio entre o corpo físico, a mente e as emoções e que norteia todo o trabalho desenvolvido no nosso portal. Ou seja, a solução não está exclusivamente num ou noutro caminho, mas na soma dos dois.

Por exemplo, consideremos uma pessoa que sofre de fibromialgia, uma síndrome crônica que chega a afetar 5% da população mundial. Essa doença é caracterizada por dores difusas pelo corpo, comumente associadas à fadiga e distúrbios de humor e do sono, e, em geral, prejudica bastante várias esferas da vida de quem tem o diagnóstico.

Atualmente, os especialistas indicam uma intervenção multidisciplinar para tratar esse problema. Isso significa que, confirmado o diagnóstico por um médico, o paciente é submetido à terapia farmacológica indicada por ele, com medicamentos, e à não farmacológica, com terapias e práticas complementares e integrativas. No caso da fibromialgia, é comum a recomendação de exercícios físicos, terapia cognitivo- comportamental, massagem terapêutica , fitoterapia, acupuntura, entre outros.

Todas as abordagens não farmacológicas complementam o tratamento. Daí por que as chamamos de terapias complementares. Elas também são chamadas de integrativas porque se integram à terapêutica da medicina tradicional e podem ser utilizadas simultaneamente. Ao lado da medicina, que cada vez mais nos oferece métodos sofisticados e precisos de diagnósticos e tratamentos das doenças, as práticas e técnicas integrativas e complementares focam no bem estar geral e na qualidade de vida do paciente.

Elas consideram o indivíduo como um todo integrado, sem um foco exclusivo sobre o problema ou o sintoma, mas levando em conta todos os seus aspectos mentais, emocionais e, inclusive, espirituais. É por isso que, muitas vezes, as pessoas consideram as terapias integrativas e complementares sinônimo de terapias holísticas. A verdade é que elas têm uma visão holística do ser humano, capaz de compreender todos os seus aspectos.

A Política Nacional de Saúde brasileira, assim como de vários outros países, reconhece o poder das terapias complementares e integrativas. Atualmente, 29 delas são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e há estudos indicando que o estado economiza recursos quando as oferece, já que muitas são capazes de prevenir complicações no estado geral dos pacientes, reduzindo os custos de tratamento. Fica fácil de entender isso quando lembramos que geriatras do mundo todo são unânimes sobre a influência positiva dos exercícios, de uma dieta balanceada e de uma vida sem estresse na qualidade do processo de envelhecimento.

Outro sinal do quão importante essa área se tornou para a sociedade está no fato de que diferentes universidades, hoje, oferecem cursos de graduação em terapias e práticas complementares e integrativas.

Não é de se surpreender, portanto, que numa consulta com um psiquiatra para tratar uma depressão profunda, o paciente deixe o consultório com um receituário médico e recomendações para que inclua os exercícios na sua rotina, busque ajuda de um psicólogo e passe a praticar mindfullness diariamente, por exemplo. Ou, que a terapêutica para dores lombares, além da medicação, compreenda também a prática de yoga, tai chi e acupuntura, capazes de reduzir as dores, descomprimir vértebras e fortalecer a musculatura para preservar a coluna.

Essas terapias, técnicas e práticas ajudam as pessoas a assumirem o comando de suas vidas. Elas estimulam o indivíduo a fazer escolhas na direção do seu bem estar, a se empoderar, a entender o próprio corpo e seus sinais. De forma geral, incentivam o autocuidado e oferecem ferramentas para levarmos a vida com mais leveza e prazer.

Tudo indica que, no futuro, ganharão ainda mais relevância. Há experiências, por exemplo, dos efeitos positivos da meditação e yoga nas escolas fundamentais: alunos ficam mais calmos, menos ansiosos, e mais aptos a descreverem seus sentimentos.

No Portal Soham, você encontra tanto profissionais de saúde da medicina tradicional, quanto de práticas e técnicas integrativas para, por meio de uma abordagem holística, encontrar a causa raiz dos seus problemas de saúde. Nossos parceiros estão preparados para oferecer todo o apoio ao seu tratamento ou processo de autoconhecimento. Nosso papel é facilitar o seu acesso a um cuidado integral e completo.

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Clelia Queiroz Gadelha

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