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Nem sempre sabemos identificar o que é ou onde está, mas é fato que todos nós temos um Eu Superior. O termo deriva do sânscrito, Atman, que significa “eu interior”, “espírito” ou “alma”. As interpretações, porém, são várias.
Para os hindus, o Atman é o verdadeiro eu, a essência de um indivíduo. Já a escritora russa, Helena Blavatsky, cuja obra baseou a Teosofia Moderna, definiu Atman como a fagulha da consciência cósmica dentro de cada um de nós.
A ideia de Eu Superior está presente em diferentes sistemas de crenças e religiões. Em geral, está relacionada à nossa porção divina. Nela, alguns sentem a presença do Ser Supremo em seus corações. Outros identificam no Eu Superior a própria ligação com a Fonte Original de Criação. E há quem o define como a identidade metafísica do ser humano.
De forma geral, corresponde à vibração do que há de mais sagrado em nós e onde se estabelece nossa união com tudo e com todos, onde nasce a consciência de que fazemos parte de algo maior.
O psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung, fundador da Psicologia Analítica, entendia o arquétipo do Self como o símbolo do Deus em nós, a soma de tudo o que fomos, do que somos e do que poderemos ser, elemento fundamental no nosso processo de individualização. Nesse processo, de acordo com Jung, o Self permite o amadurecimento da personalidade à medida em que envelhecemos, nos tornando “um ser único”.
Na abordagem jungiana, o Self se encontra no inconsciente, se manifesta através dos sonhos e da intuição, e já está em nós quando nascemos. Segundo Jung, o Ego, outro arquétipo do indivíduo, elaborado por Sigmund Freud, se desenvolve no nosso processo de socialização, começando com as relações que se estabelecem ainda na infância, no ambiente familiar. O Ego trabalha a nossa necessidade de corresponder às expectativas alheias, enquanto o Self busca a autorrealização.
Quando há uma desarmonia na forma de excesso de Ego, em detrimento do Self, a pessoa se sente orgulhosa porque atende às expectativas dos outros, mas é incapaz de definir qual é a sua expectativa sobre si mesma. Tem dificuldades em identificar o que realmente deseja e, portanto, não alcança a autorrealização.
Se pensarmos em termos de Eu Superior, pode se dar algo muito parecido. Quando conseguimos entrar em contato com nossa verdadeira essência, nossa porção divina, somos capazes de compreender melhor não só a nós mesmos, mas ao mundo que nos rodeia e, assim, manter nosso Ego num plano saudável.
A conexão com o Eu Superior exige um processo de autoconhecimento, um mergulho em nós mesmos, uma viagem em busca de nossas profundezas, nossos mistérios ocultos. Exige a abertura de escaninhos do nosso inconsciente que sequer sabíamos que existiam dentro de nós. E nada disso ocorre sem coragem e determinação.
Para a maior parte das pessoas, isso só se dá no silêncio da alma, quando nos desligamos do mundo exterior e conseguimos ouvir a voz que vem do nosso coração. É assim que alcançamos as nossas crenças e valores genuínos, que encontramos a nossa personalidade desnuda de julgamentos, pensamentos excessivos, emoções desreguladas. É desta forma, que podemos nos sentir presentes no aqui e agora, sem quaisquer subterfúgios, a chamada atenção plena.
É difícil desenvolver esse processo sozinho. A vida corrida, cheia de imposições, atribulações cotidianas, as relações complexas na família ou no trabalho, as experiências traumáticas, o impacto do inconsciente coletivo nas nossas crenças e valores dificultam o desenvolvimento do autoconhecimento e, portanto, o contato com o Eu Superior.
Uma das formas de despertar o Eu Superior é o desenvolvimento da espiritualidade, que pode se dar por meio da religiosidade ou não. O exercício da gratidão, da compaixão e da empatia, o respeito à natureza e ao ser humano, a disposição ao perdão, a busca pela prática do amor incondicional também podem ajudar.
Há, ainda, uma série de técnicas e terapias complementares e integrativas que facilitam a descoberta do Eu Superior. A meditação, que ajuda a esvaziar a mente, é um excelente exemplo. Ela nos permite ouvir a nossa autêntica voz interior e aprimora nossa intuição, facilitando os processos de tomada de decisões, melhorando a qualidade das relações, aumentando a sensação de bem-estar.
No Portal Soham, reunimos vasto conteúdo sobre meditação e outras técnicas e terapias, tais como meditação, Reiki, Thetahealing, Homeostase Quântica Informacional, Constelação Familiar, Medicina Tradicional Chinesa, Radiestesia e Radiônica, entre outras. Nele, você ainda encontra profissionais especializados em cada uma dessas áreas, habilitados a lhe acompanhar no seu processo de autoconhecimento e busca pelo seu Eu Superior. Todos trabalham de acordo com o Método da Tríade da AutoCura (TAC), que propõe uma visão do ser humano como um todo, a partir do equilíbrio entre corpo, mente e emoções.
Autor
Clelia Queiroz Gadelha